domingo, 16 de dezembro de 2018

Software livre:

 O que é software livre?
Um software é considerado livre quando atende aos quatro tipos de liberdades estabelecidos pela
Free Software Foundation (FSF):

  • Executar
  • Estudar *
  • Redistribuir
  • Modificar *

*Requer acesso ao código fonte

Quais as vantagens?

  • Redução de custos com licenças 
  • Não ficar dependente do fabricante de software 
  • Ficar livre da pirataria 
  • Flexibilidade: adaptação a necessidades específicas 
  • Estabilidade, segurança e alto desempenho 
  • Autonomia e liberdade 
  • Expansão do conhecimento
  • Trabalho colaborativo: correção de falhas de forma ágil 
  • Melhor aproveitamento do hardware

Mas software livre não é software gratuito. Entendido?
Então, o que software livre tem haver com educação?

Por ser livre o estudante consegue se aprofundar em diversas áreas do conhecimento a partir de um software. O que não acontece com um software proprietário.  Quando houver um problema no software o estudante tem a possibilidade de corrigir sem depender de uma empresa intermediadora. Então, essa é uma das formas em que o software livre pode contribuir para educação. 

TV e Educação


Resultado de imagem para crianças na tvDepois da apresentação do seminário me veio a mente a seguinte pergunta "Será que conseguimos utilizar a TV Aberta para difusão do conhecimento sem envolvimento político?", como assim "envolvimento político"? 
Bom, uma emissora de televisão é certamente partidária e tenta puxar sempre para o seu lado, porém sem demonstrar muito. Por exemplo, a TV Globo pouco falará (ou nem vai falar) sobre ditadura militar pois foi criada próximo a essa época. Será que, por esse motivo, a globo pode evitar falar desse assunto se tiver uma programação didática? 

Então, precisamos de uma emissora Livre e que possamos utiliza-lá sem medo. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Era digital pra que(m)?

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A contemporaneidade é pautada em zeros, uns e linhas de código. Se no início do século XIX a Revolução Industrial provocou uma ruptura no processo de comercialização, de educação e de dinâmica da sociedade, a Revolução Tecnológica do século XXI, através da popularização do computador pessoal e da internet trouxe à luz uma nova perspectiva de negócios, um novo processo de comercialização e uma drástica mudança no modo como a sociedade se relaciona com o advento das redes sociais e, principalmente, mudando a forma como a sociedade consome educação e informação. Segundo o IBGE (2016) mais de 116 milhões de brasileiros estão conectados à internet. Apesar do número expressivo de usuários com acesso à internet, mais de 94% a utiliza para redes sociais e pouco mais de 73% para assistir séries/filmes. As regiões Norte e Nordeste, na contramão de uma tendência nacional, estão abaixo da média de acesso tendo pouco mais de 50% de seus pertencentes com acesso à internet. Os números citados anteriormente são sintomáticos: as regiões mais pobres do país são também as que possuem pior média acesso à internet. E se acesso à internet na contemporaneidade significa também acesso à educação e, consequentemente, aos espaços de poder, é possível perceber uma discrepância de oportunidades entre as regiões do país, o que corrobora para a manutenção de uma histórica baixa mobilidade social entre as regiões.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Eleições 2018 e Representação


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A representação é o “ato ou efeito de representar, agir no lugar de” e determina que quem representa, está ali atuando em nome de algo ou alguém, por delegação de autoridade. Maurizio Cotta cita em “Dicionário de Política”, que o conceito de política é um componente importante para compreender as narrativas da política moderna. E para conceituar o significado de Representação Política o autor afirma que: “O sentido da Representação Política está, portanto, na possibilidade de controlar o poder político, atribuído a quem não pode exercer pessoalmente o poder” (p.1102). Apesar de parecer um conceito simples, a representação é um acontecimento complexo, que se inicia em um processo de escolha dos governantes e se mantém através de um contínuo controle sobre as suas ações enquanto agentes de representação de interesses. E a democracia necessita fundamentalmente da estabilidade e do funcionamento deste conceito de representação.


    Atualmente tivemos como resultado da eleição presidencial de 2018, a vitória de um candidato de perfil conservador, declaradamente racista, machista e lgbtfóbico, o que não representa nem de perto o que é a sociedade brasileira. O candidato do PT, partido político que se mais se aproximava de um ideal de representatividade, não conseguiu se eleger. Além disso, segundo a publicação do jornal Correio Braziliense, o número de pessoas sem posicionamento político, que não optaram por realizar uma escolha de representante e fizeram parte dos votos nulos, brancos e das abstenções foram cerca de 30,87%. Esse percentual de não votantes foi decisivo para a vitória de Bolsonaro. A não escolha ou a má escolha representativa ocorre pelo descrédito das pessoas em relação ao sistema político, a população sente como se política fosse algo distante das relações sociais, não há um sentimento de identificação e tão pouco de representatividade em relação ao partido político ou ao representante em que escolheram. Esse sentimento de distanciamento entre o povo e a política como se fossem dois polos da sociedade já denota uma crise de representação, o cidadão não se vê entre aqueles que tomam as decisões, tampouco busca por algo que o represente.



Fontes:
Cotta, M. (1998). "Representação Política". In N. Bobbio, N. Matteucci, & G. Pasquino (Eds.), Dicionário de Política. Volume I (11th ed., p. 1101-). Brasília: Editora Universidade de Brasília.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2018/10/28/interna_politica,715908/votos-brancos-e-nulos-batem-recorde-na-eleicao-presidencial.shtml


sábado, 22 de setembro de 2018

Tecnologias e eleições.

Na manhã do dia 21 de setembro de 2018 ( sexta-feira), foi realizado a #2 edição do Café Digital com a participação de Caio Almeida, Mestre em Ciência da Computação pela UFBA e que teve como tema Tecnologias e Eleições. O Café digital é um encontro que visa debater assuntos associando-os a tecnologia. Segue abaixo o vídeo da transmissão do evento.




sábado, 15 de setembro de 2018

Estado x Educação

Leia-se o trecho da Constituição Federal que fala sobre a obrigação do Estado quanto a educação.

 Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º - O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

Art. 37, § 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

            Temos ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 54, fala sobre o dever do Estado, vejamos:

Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:

I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;

II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;

V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador;

VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.



    Depois dessa leitura vamos à reflexão. O Estado cumpre o que está na lei? A militarização da escola é uma forma de tirar parte da obrigação do Estado?

     Não, o Estado não cumpre. Problemas de infraestrutura, falta de professor, falta de merenda escolar, falta de transporte, entre outros. A militarização das escolas públicas pode ser uma das saídas que o Estado visa para entregar a educação nas mãos dos militares e se isentar da obrigação.
    Vamos nos questionar, como cobrar do Estado essa educação? como melhorar a educação?





Colaboração da tecnologia para proliferação de fake news!

          Depois da reviravolta na eleição dos Estados Unidos da América e da suspeita de interferência de Fake News, está sendo debatido cada vez mais sobre Fake News. 
            Mas.... O que é Fake News? Fake news são notícias e informações falsas  — ou modificadas — veiculadas na internet com o propósito de manipular pessoas e eventos. Elas também estão ligadas ao sensacionalismo, que visa chamar a atenção e obter “likes” para gerar lucro. (Ref
            Como essas notícias podem impactar nas eleições? Nas eleições americanas um bombardeio de notícias falsa sobre a candidata Hillary Clinton, por boots, fez com que o, atual presidente, Donald Trump, conseguisse se eleger. Depois desse ocorrido houve uma preocupação mundial dos impactos, inclusive no Brasil. 
     Segundo pesquisa do Instituto Reuters, as redes sociais são a maior fonte de notícias para os brasileiros. E isso só aumenta, já que o percentual de pessoas que usam as redes sociais como fonte de notícias foi de 47% em 2013 para 72% em 2016. Com isso, os boots, facilmente conseguem plantar uma fake news que consiga atingir milhões de compartilhamentos. 
      Destarte, começa surgir ferramentas/softwares capazes de detectar uma fake news, a exemplo do check: Link . Ainda sim, vemos a real necessidade de ficarmos atentos a noticias publicadas e  compartilhadas na rede.